O cilindro formado
pelo espaço vazio
na mão que se fecha
delineia a rola ausente
do amante antigo.
Então chupo com avidez
a glande escura gerada
no tesão da lembrança
do corpo forte de Marcelo.
Dela recebo o esperma
tépido no lábio circunflexo
e na língua rósea estendida
para engolir a negra hóstia
ou pétreo pênis que ejacula.
Marcelo contraiu Aids
nos cines pornôs Ritz e Astor
ao final de nosso caso breve
e hoje fode arcanjos gays
e querubins frescos iluminados
nos campos minados de desejo
de satânicos paraísos perdidos.
Bichas mil o cercam e lutam
entre si pela dádiva de seu pau
de ébano sempre ereto
a penetrar cus e bocas ávidas.
Gritos de dor e prazer ecoam
no saguão amplo do firmamento.
Arcanjos e querubins buscam
noite e dia penetrações divinais.
Como aves de rapina do deserto
disputam, ferozes, a presa farta
das virilhas de Marcelo, tesudo
em meio ao pandemônio celeste
de paixões demoníacas desenfreadas.
Enquanto isso, o Mestre e Senhor
– clone de Amy Winehouse –
esquálido e fissurado no portal,
masturba o corpulento chaveiro
de barba branca e rola flácida
nesse paradisíaco bacanal.
Na solidão e silêncio do meu quarto
as cortinas cerradas deixam entrar
alguns raios tímidos da aurora.
E de novo e de novo e mais uma vez
a rola pétrea e macia de Marcelo
penetra minha boca e cu frouxo
sobre lençóis úmidos de suor e gala
em infinitas felações e sodomias.
O passado intato como nasceu.
pelo espaço vazio
na mão que se fecha
delineia a rola ausente
do amante antigo.
Então chupo com avidez
a glande escura gerada
no tesão da lembrança
do corpo forte de Marcelo.
Dela recebo o esperma
tépido no lábio circunflexo
e na língua rósea estendida
para engolir a negra hóstia
ou pétreo pênis que ejacula.
Marcelo contraiu Aids
nos cines pornôs Ritz e Astor
ao final de nosso caso breve
e hoje fode arcanjos gays
e querubins frescos iluminados
nos campos minados de desejo
de satânicos paraísos perdidos.
Bichas mil o cercam e lutam
entre si pela dádiva de seu pau
de ébano sempre ereto
a penetrar cus e bocas ávidas.
Gritos de dor e prazer ecoam
no saguão amplo do firmamento.
Arcanjos e querubins buscam
noite e dia penetrações divinais.
Como aves de rapina do deserto
disputam, ferozes, a presa farta
das virilhas de Marcelo, tesudo
em meio ao pandemônio celeste
de paixões demoníacas desenfreadas.
Enquanto isso, o Mestre e Senhor
– clone de Amy Winehouse –
esquálido e fissurado no portal,
masturba o corpulento chaveiro
de barba branca e rola flácida
nesse paradisíaco bacanal.
Na solidão e silêncio do meu quarto
as cortinas cerradas deixam entrar
alguns raios tímidos da aurora.
E de novo e de novo e mais uma vez
a rola pétrea e macia de Marcelo
penetra minha boca e cu frouxo
sobre lençóis úmidos de suor e gala
em infinitas felações e sodomias.
O passado intato como nasceu.
Autoria: Paulo Azevedo Chaves

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