domingo, 12 de fevereiro de 2012

Conto: Boa Ação


    Por volta dos meus 20/21 anos eu ainda estava na faculdade, estudava a noite e sempre chegava tarde, pois além da faculdade onde estudava ser longe eu ainda dependia de transporte público. As vezes era um pouco perigo, pois sempre quando chegava na parada mais próxima de onde morava já passava da meia noite e as ruas muitas vezes estava desertas, mesmo nessa situação nunca aconteceu nada comigo.
    Em uma noite dessas desci na parada e caminhei pouco mais de um quarteirão quando um carro vermelho foi diminuindo a velocidade e parou do meu lado. Logo a janela do carro foi-se abrindo e um homem branco de cabelos e olhos castanhos, barba no rosto surgiu na janela, ele não devia ter mais de 40 anos e estava bem em forma. Ele disse se chamar Giovanni, disse que não conhecia muito bem aquela região e estava meio perdido, então me perguntou se eu sabia onde ficava determinada rua, pois de lá ele saberia se orientar, expliquei a ele passo a passo como chegar até a rua que ele procurava, mas ele disse que não estava conseguindo entender muito bem e me perguntou se eu estava com pressa, se não eu poderia entrar no carro e mostrar o caminho pra ele, depois ele me traria de volta, em seguida deu um sorriso meio malicioso por de trás de sua barba escura que deu meio que a entender querer um pouco mais do que só informação, eu pensei um pouco e concordei mostrar o caminho pra ele, ele não me parecia perigoso e se meu pressentimento estivesse certo sobre o que ele realmente queria, iria valeu a pena entrar no carro. Ele abriu a porta do passageiro e eu entrei no carro, tirei minha mochila das costas e a coloquei sobre as pernas, logo ele botou o carro em movimento.

    A rua que ele disse procurar era um pouco longe de onde nós estávamos, então ele começou a puxar conversa, perguntou meu nome e se eu morava por ali, de onde eu estava vindo, o que eu estudava, se eu trabalhava e então me perguntou se eu era sempre assim de confiar nas pessoas a ponto de entrar no carro de alguém que eu nunca tinha visto na vida, respondi que não, mas ele não me parecia perigoso e dificilmente costumo me enganar, ele ficou calado por alguns minutos olhando fixamente pra frente enquanto dirigia, depois disparou que ele não estava perdido coisa nenhuma, simples havia me visto na rua enquanto ele passava e procurou uma desculpa pra falar comigo, pois havia me achado um rapaz atraente, não consegui segurar uma risada desconcertada, pois não costumo ficar muito a vontade em receber elogios, como não demonstrei nenhuma reprovação ao que ele tinha dito ele tirou uma das mãos do volante e começou alisar minha perna sem nenhuma censura da minha, pois eu já desconfiava o que ele queria quando decidi entrar no carro, quando passamos em frente a um motel, ele parou e me perguntou se eu estava a fim de entrar com ele, eu simplesmente sorri pra ele e essa foi toda a resposta que ele precisava, ele sorriu de volta em aprovação e adentrou com o carro no motel. 
    Já quarto do motel ele não perdeu tempo, me agarrou firme pela cintura e beijou minha boca com ferocidade, eu podia senti firme mente o volume que se formava sob sua calça, quase sem desgruda sua boca da minha foi tirando minha camiseta e me levando em direção à cama, logo ele me empurra sobre ela e tirou rapidamente toda sua roupa sem cerimônias, exibindo um corpo forte e com o peito farto de pelos, não me dando muito tempo para admira-lo ele se deitou sobre mim e veio com os lábios de encontro aos meus novamente, depois foi descendo sua boca pelo meu pescoço, peito, passando a língua pela minha barriga, sua barba me roçava e me atiçava, sua jornada fez uma pausa na base do meu abdômen e seus dedos grossos desafivelaram meu cinto, abriram minha calça e ele a retirando juntamente com minha cueca, com demasia de urgência  sua boca encontrou-se gulosamente com meu pau retesado sugando com vontade voraz, meus dedos se contraiam e se aninhavam em seus curto cabelos escuros, um arrepio de prazer me percorreu a pele ao sentir sua boca quente agasalhar meu sexo pétreo.
    Após quase ter-me feito gozar, ele subiu na cama engatinhou suave parando com a bunda empinada na minha direção deixando seu anel de couro totalmente exposto para mim, ajoelhei-me próximo a ele e levei minha língua salivante a explorar seu botão febril, que se contraia a cada passadela, sem mais delongas ele gorjeou luxuriosamente pedindo para ser comido. Meu corpo formigava excitado, sem perder tempo vesti um preservativo em meu cacete intumescido de tesão e após besuntá-lo, fui penetrando sua carne quente sem muita resistência, ele gemia e se arqueava a cada centímetro de prazer que lhe era introduzido, após meu pau está enterrado até a base ele pediu  pra meter com força sem piedade que ele queria ver estrelas. Não pude resisti à provocação e logo estava encarcando-lhe violentamente a fim de lhe arrancar o coro, a cada estocada ele gemia mais alto sem consegui se conter, até que de sua boca não saiu um gemida e sim um grito que chegou a me assustar, com a surpresa ameacei parar, mas ele disse quase implorando pra não para, um pequeno filete de rubro manchava meu pênis, mas sua expressão e seus gemidos de prazer me tranquilizavam, apenas diminui um pouco a intensidade, mas assim que estava seguro que estava tudo bem, voltei ao ritmo frenético que ele ansiava sem mais incidentes. No compasso acelerado daquela transa flama, meu corpo reluzia coberto de suor e minha respiração tornava-se ofegante, Giovanni colou seu corpo no meu, fazendo um contorcionismo para que sua boca alcançasse a minha.
    Buscando retomar o fôlego, fui sentando sobre meus calcanhares, trazendo o corpo dele colado ao meu e sussurrei próximo ao seu ouvido pra ele rebolar gostoso na minha vara, um sorriso safado brotou em seus lábios e docilmente obedeceu com satisfação, eu recostei meu corpo um pouco mais pra trás para um melhor encaixe e deixei que ele demonstrasse toda sua experiência, então passamos da trepada alucinante ao sexo mancinho apreciando cada sensação de prazer proporcionada pelos nossos corpos suados em atrito, o cheiro quente e unido de sexo, gemidos trêmulos de prazer e o gosto salgado de sua pele salgada me deixavam em mais absoluto êxtase. Passei a mão pela frente do seu corpo começando a fazer no caricias em seu mastro latejante enquanto ele cavalgava sobre meu colo de forma compassada e naquela transa macia ele esporou seu sêmen moro na minha mão, sem abandonar seus movimentos ele pegou minha mão levando-a a sua boca, colocando cada um de meus dedos na mesma e os limpou com sua língua quente, me dando muito prazer ao ver e sentir tão perfeita cena lasciva, depois disse que queria sentir o gosto da minha porra em sua boca. Poucos minutos depois senti meu gozo se aproximando-se e o avisei, ele saiu do meu colo e eu levantei, fiquei de pé sobre a cama e tirei o preservativo, ele então abocanhou começando a sugar sedento meu pau, quase instantaneamente sem poder mais segurar enchi sua boca com meu leitinho quente, ele sorvia tudo com tanto prazer e vontade que chegava a me dar água na boca, minhas pernas ameaçaram falhar, mas consegui me manter firme.
    Mais tarde naquela madrugada ele me levou até bem próximo da minha casa, preservados pelos vidros escuros tirei o cinto para sair e esperei um pouco por mais alguma coisa, como ele não falou e nem fez mais nada, abri a porta do carro e sai, quando eu já estava indo embora, ele abre a janela do carro e me chama de volta, ao me aproximar do carro ele estendeu a mão pra mim e em resposta eu estendi minha mão para tocar a dele e senti que havia algo no interior de sua mão, eu peguei e vi que se tratava de uma quantia razoável de dinheiro, não me senti ofendido, mas deixei claro a ele que não era garoto de programa, ele disse que sabia, mas se sentiria mais confortável se eu aceitasse, sem mais discussão e me sentindo meio usado, mas não arrependido, dei as costas e fui embora levando comigo o dinheiro. Passado bastante tempo depois, eu estava em um barzinho com uns amigos e quando reencontrei ele lá acompanhado do que eu acreditava ser a esposa, ele me olhou fixamente por alguns instante e vi o sangue fugir de sua face, mas para o alivio dele o ignorei, embora meus amigos tenham percebido que ele olhava constantemente incomodado para mim e eu apenas fingi que nunca tinha visto mais gordo.

Kris O'Brian

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